Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa homóloga do índice de preços ao consumidor (IPC) fixou-se em 2,3 % em outubro de 2025 — uma ligeira descida em relação aos 2,4 % registados em setembro.
Apesar desta desaceleração, os aumentos de preços continuam a sentir-se em diversos domínios essenciais, como a alimentação, habitação, energia e serviços, mantendo a pressão sobre o poder de compra das famílias portuguesas.
Analistas lembram que, mesmo com a inflação em queda, os custos correntes não regressaram a níveis considerados “normais” — e muitos agregados familiares continuam a adaptar os seus orçamentos.
Principais focos de subida
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O preço de bens alimentares e de primeira necessidade continua a registar aumentos, mantendo-se entre os itens que mais têm penalizado os orçamentos domésticos. — setores sensíveis para quem pretende manter consumo sem disparar gastos.
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O custo de habitação e utilidades também influencia fortemente a inflação percebida, sobretudo em zonas urbanas onde rendas e despesas domésticas representam uma fatia significativa do rendimento disponível.
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Serviços e despesas gerais de consumo registam aumentos consistentes, refletindo a conjuntura global de inflação e os aumentos de custos para empresas — que tendem a ser repassados ao cliente final.
Impacto sentido pelas famílias
Com o salário mínimo nacional e os rendimentos médios em Portugal a avançar, o ritmo da subida dos preços continua, contudo, a corroer o poder de compra. A persistência da inflação torna mais difícil poupar ou assegurar despesas correntes sem sacrificar consumo ou qualidade de vida.
Economistas alertam que esta dinâmica pode ainda agravar-se caso a energia, os combustíveis ou as matérias-primas voltem a pressionar os custos — o que aumentaria, de novo, as contas domésticas e os preços ao consumidor.
Até lá, as famílias procuram estratégias de contenção de despesas, como reduzir consumo de bens não essenciais ou optar por alternativas mais económicas.



