Quatro árvores de grande porte foram abatidas no recinto da Escola Básica Integrada de Apúlia, no concelho de Esposende, após verificadas situações de risco e danos significativos nas infraestruturas.
Segundo o diretor do Agrupamento de Escolas António Correia de Oliveira (AEACO), Manuel Meira, a decisão e pedido à Câmara e Esposende (pela escola e associação de pais) foi motivada por problemas nas redes de saneamento e abastecimento de água, bem como por riscos estruturais no edifício escolar.
“As raízes das árvores infiltravam-se nas caixas de esgoto e nas tubagens de água, provocando entupimentos e fugas frequentes. Funcionários da escola eram obrigados a desligar o fornecimento de água durante a noite para evitar maiores prejuízos. Além disso, as raízes já estavam a comprometer partes da estrutura do edifício”, afirmou o diretor do agrupamento.
Aliás, Manuel Meira recorda mesmo o episódio recente , 21 de setembro, quando um ramo de grande porte caiu no recinto escolar. Caso tivesse ocorrido em dia de aulas, “poderia ter sido uma tragédia”, alertou Manuel Meira, referindo que naquele local existem mesas utilizadas pelas crianças durante o recreio.
O diretor destacou que a prioridade da escola é garantir a segurança de alunos e funcionários.
O corte das árvores levantou mesmo dúvidas quanto à responsabilidade da ação do ponto de vista ambiental por parte de partidos políticos locais de oposição à Câmara.
Em declarações, Manuel Meira salientou ainda a coragem da Câmara Municipal de Esposende e da empresa Esposende Ambiente por terem tomado esta decisão em plena campanha eleitoral, classificando o ato como uma “demonstração de responsabilidade e bom senso”.
As árvores abatidas serão substituídas por espécies de menor porte, de forma a evitar novos danos e manter o compromisso ambiental do estabelecimento, que integra o programa “Eco-Escolas”.
“O tempo da escola não é o tempo da política”, concluiu o diretor.




