José António Moreira da Silva, natural de Rebordosa, Paredes, e emigrado na Venezuela desde 1987, foi o autor da urna que guarda os restos mortais de José Gregório Hernández, o “médico dos pobres”, canonizado este domingo pelo Papa Leão XIV.
O pedido partiu da Conferência Episcopal Venezuelana, que reconheceu no artesão português uma referência na marcenaria local.
Com 53 anos, José António é a terceira geração de carpinteiros da família.
“O meu avô foi pioneiro na fabricação de móveis em Rebordosa. Depois veio o meu pai e, agora, eu”, contou.
O ebanista usou madeira de “puy” e o tradicional encaixe “cola de milano” para criar uma peça simbólica, desenhada com medidas alusivas à vida do novo santo.
A urna, suspensa sobre lâminas de aço inoxidável para parecer flutuar, integra o altar da igreja de La Candelária, em Caracas, onde repousam os restos mortais de Hernández.



