Cerca de 60 pessoas participaram, na noite de ontem, na primeira sessão pública promovida pela Câmara de Barcelos para recolha de contributos da sociedade civil no âmbito da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).
A iniciativa decorreu no auditório do Estádio Cidade de Barcelos e marcou o arranque formal do debate público sobre a mobilidade no concelho.
A sessão contou com a presença do presidente da autarquia, Mário Constantino Lopes, que classificou o PMUS como um “documento estratégico fundamental”, sublinhando que o plano não se limita ao diagnóstico, mas aponta soluções concretas ao nível do trânsito, transportes públicos, estacionamento e modos suaves de mobilidade.
Antes do início dos trabalhos, o autarca destacou a elevada participação, considerando “muito positivo” o facto de a sessão ter casa cheia. “Este plano não se faz sozinho. É essencial que a população participe e apresente propostas”, afirmou.
Os trabalhos começaram com a apresentação do relatório preliminar do PMUS, desenvolvido pela consultora especializada OPT – Optimização e Planeamento de Transportes, na sequência de um estudo técnico já realizado no concelho. A administradora da empresa, Sandra Ladeiras, enquadrou o tema, defendendo que “a mobilidade é um direito” e que a participação cidadã é decisiva para encontrar soluções eficazes.
Segundo a responsável, os PMUS são, logo a seguir aos Planos Diretores Municipais, dos instrumentos mais estratégicos existentes, dada a sua transversalidade a várias áreas da gestão urbana.
O diagnóstico apresentado abrange 17 freguesias com maior nível de urbanidade e está estruturado em quatro eixos: sistema urbano, transporte público, mobilidade ativa e circulação, estacionamento e logística.
Após a apresentação, os participantes dividiram-se em grupos de trabalho, onde analisaram os problemas identificados e apresentaram propostas concretas.



