Investigação do DIAP de Famalicão já soma 13 detidos; grupo é suspeito de tráfico agravado, branqueamento de capitais e comércio de armas
A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, desferiu ontem um novo golpe numa organização criminosa radicada no Baixo Minho. Nesta fase da operação, foram detidos dois homens e uma mulher (com idades entre os 38 e os 47 anos) sob suspeitas de tráfico de estupefacientes agravado, associação criminosa, branqueamento de capitais e tráfico de armas. Durante as buscas, as autoridades apreenderam produto estupefaciente e outros elementos de prova que reforçam a ligação dos suspeitos à estrutura ilícita.
Esta operação é o resultado de uma investigação contínua que já tinha levado à detenção de outras dez pessoas anteriormente (três em 2025 e sete já em 2026). Atualmente, sete dos arguidos encontram-se em prisão preventiva, a medida de coação mais grave, o que atesta a “forte indiciação” e a perigosidade do grupo. A rede operava de forma organizada, articulando o escoamento de droga com a circulação de armas e a lavagem de dinheiro proveniente do crime, afetando várias localidades da região.
Os três novos detidos serão presentes hoje ao Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães para primeiro interrogatório judicial. O inquérito, que continua sob a alçada do DIAP de Vila Nova de Famalicão, visa agora consolidar a prova sobre o modo de funcionamento da associação criminosa e o destino dos lucros ilícitos. Com esta intervenção, a PJ de Braga reforça o combate à criminalidade organizada no distrito, numa altura em que a segurança pública é uma prioridade nas zonas urbanas e suburbanas do Minho.



