O Partido Comunista Português (PCP) manifestou preocupações sobre o andamento do projeto do TGV, acusando o Estado de uma “passividade” que favorece os interesses do consórcio responsável pela obra.
Em particular, os comunistas criticaram a proposta de mudança da localização da nova estação de Gaia, que passaria de Santo Ovídio para Vilar do Paraíso.
Segundo o PCP, a nova solução, que deveria garantir uma ligação ao metro através da Linha Amarela, transfere os custos dessa infraestrutura para o consórcio.
As alterações propostas pelo consórcio, que inclui empresas como Mota-Engil e Teixeira Duarte, foram apontadas como suscetíveis de impugnação.
O PCP destacou que um consórcio que vence um concurso deve respeitar os termos iniciais e não pode alterar unilateralmente elementos essenciais do projeto.
Essa prática, segundo o partido, compromete a integridade do concurso público e revela a fragilidade e falta de transparência do processo.
O troço entre Porto e Oiã, que inclui uma travessia sobre o rio Douro, representa a primeira fase da esperada ligação de alta velocidade entre Porto e Lisboa.



