Joana Gonçalves e Rúben Ferreira brilham em Custonaci; terreno empedrado e nível competitivo elevado marcaram o arranque da temporada
O Campeonato do Mundo de EnduroGP FIM Paulo Duarte 2026 arrancou este fim de semana em Custonaci, Itália, num cenário marcado pela secura e pela exigência técnica das antigas explorações de mármore. Com mais de 120 pilotos em prova, a etapa siciliana destacou-se pela dureza do percurso, onde a precisão na condução sobre pedra solta foi o fator decisivo para o sucesso. Entre a elite mundial, a representação portuguesa esteve a cargo de Joana Gonçalves e Rúben Ferreira, ambos apoiados pela Jetmar e com suporte logístico da estrutura WP Eric Augé.
Na competição feminina, Joana Gonçalves, aos comandos de uma Husqvarna FE 250, enfrentou um campeonato que se apresenta mais equilibrado do que nunca. Após um arranque menos feliz na Super Test de sexta-feira, onde terminou na 12.ª posição, a multicampeã nacional demonstrou a sua resiliência ao recuperar para o 8.º lugar no sábado. No domingo, apesar de algumas dificuldades em impor o ritmo ideal, fechou o fim de semana com um 10.º posto, sublinhando que a competitividade entre as mulheres está tão alta que qualquer erro nas últimas especiais custa várias posições na tabela geral.
No escalão Junior 2, Rúben Ferreira impôs a sua KTM 350 EXC-F num terreno que descreveu como particularmente exigente do ponto de vista físico. Tal como a sua colega de equipa, o piloto luso teve de recuperar de um início difícil na sexta-feira, mas a sua progressão foi evidente ao longo do evento. Ferreira alcançou o 11.º lugar no primeiro dia de enduro e subiu ao 9.º posto no domingo, demonstrando uma evolução sólida e uma boa adaptação ao solo duro italiano, o que lhe permite encarar as próximas rondas com otimismo renovado.


A temporada mundial segue agora para Oliana, em Espanha, entre os dias 1 e 3 de maio, onde se espera que a dupla portuguesa continue a lutar pelos lugares cimeiros. Esta primeira etapa serviu para aferir o nível de preparação e confirmar que, apesar de ainda estarem a caminho da forma ideal, tanto Joana como Rúben possuem a velocidade necessária para acompanhar o pelotão da frente da FIM – Federação Internacional de Motociclismo.



