A Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão (ACIF) aprovou por unanimidade o Relatório e Contas de 2025, numa Assembleia Geral Ordinária realizada na Casa do Empresário.
Apesar do consenso entre os associados, os números mostram uma realidade mista: as receitas cresceram, mas a associação continua com resultado líquido negativo, ainda que com sinais de recuperação.
Receitas sobem, prejuízo diminui
De acordo com os dados apresentados, a ACIF registou um aumento de 15,27% nos rendimentos em 2025, face ao ano anterior. Já os custos cresceram de forma mais moderada, com uma subida de 5,28%.
O resultado final mantém-se negativo, mas com uma redução significativa: menos 45% de prejuízo em comparação com 2024, um indicador visto pela direção como sinal de estabilização.
Direção aponta dificuldades e aposta no crescimento
Durante a sessão, o presidente da direção, Hélder Filipe Costa, reconheceu os desafios enfrentados no início do mandato, nomeadamente a necessidade de reestruturação interna após a saída de técnicos e a continuidade de projetos herdados.
Entre esses projetos estão os Bairros Comerciais Digitais, o marketplace local e as aceleradoras digitais, que continuaram a ser executados ao longo do último ano.
Apesar das dificuldades, a mensagem foi clara: o foco está no crescimento e não no passado. A associação quer aumentar o número de associados, sobretudo na área industrial, e reforçar a presença no território.
Mais presença nas vilas e aposta no comércio local
Um dos objetivos estratégicos passa por descentralizar os serviços, levando a ACIF a mais pontos do concelho. Um exemplo já em prática é o espaço criado em Ribeirão.
A associação pretende também continuar a investir em iniciativas de dinamização do comércio, como a Campanha de Natal, que em 2025 incluiu iluminação especial, decoração urbana e atividades em várias vilas, como Joane e Riba d’Ave.
Retrato de transição
O balanço final deixa uma leitura direta: a ACIF está a recuperar financeiramente, mas ainda longe do equilíbrio total.
Com crescimento nas receitas, redução do prejuízo e planos de expansão, a associação entra em 2026 numa fase de transição — com ambição, mas ainda com margem de risco.



