Amazon anunciou hoje que vai eliminar cerca de 14 mil postos de trabalho em todo o mundo, no maior corte de pessoal da sua história.
A empresa não revelou as localizações afetadas, referindo apenas tratar-se de uma “redução global”.
A vice-presidente de Recursos Humanos e Tecnologia, Beth Galetti, afirmou em comunicado que os cortes fazem parte de um esforço para “reduzir a burocracia, eliminar camadas e realocar recursos”, com o objetivo de tornar a empresa “mais forte”. Segundo Galetti, algumas áreas continuarão a contratar, mas a redução total rondará as 14 mil vagas.
A decisão surge após informações avançadas pela CNBC, que indicava que a Amazon poderia despedir até 30 mil trabalhadores esta semana, cerca de 10% da força laboral. Nos últimos três anos, a empresa já tinha eliminado 27 mil empregos de forma gradual, mas nunca num volume tão elevado de uma só vez.

Os cortes atingem sobretudo os departamentos de Recursos Humanos, operações, dispositivos e serviços. Os gestores das equipas afetadas começaram a enviar comunicações internas esta semana, com as notificações formais de despedimento a serem enviadas por e-mail.
De acordo com o site Layoffs.fyi, o setor tecnológico norte-americano perdeu 98 mil empregos em 216 empresas desde o início de 2025, refletindo uma tendência de contenção de custos e reorganização empresarial.
A Amazon, sediada em Seattle, vai apresentar os resultados do terceiro trimestre esta quinta-feira.
Os analistas esperam um crescimento da faturação de cerca de 11%, mas apontam para uma ligeira queda no lucro líquido, devido aos investimentos em inteligência artificial e logística, além dos custos ligados à atual reestruturação.



