O SC Braga lançou duras críticas à PSP depois de a força policial ter impedido a exibição de uma tarja na receção ao Vitória SC, na 23.ª jornada da Liga Portugal.
O clube fala em “censura”, “falta de respeito” e numa decisão que considera injustificada e lesiva da relação institucional construída nos últimos anos.
Em causa estava uma tela de grandes dimensões preparada para a bancada nascente, a ser exibida no momento da entrada das equipas em campo.
A mensagem, escrita em latim, evocava as raízes históricas da cidade: “Antes de lhe ser dado um nome, já havia terra. / Antes de ser cidade, já havia povo. / Das gentes antigas nasceu Bracara Augusta, onde as armas, a lealdade e a terra se tornaram uma só”.

Segundo comunicado oficial, o clube afirma que o Comando Distrital de Braga da PSP, através do subintendente André Carvalho, impediu a iniciativa alegando que a coreografia “não se enquadra no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”.
O SC Braga sublinha, contudo, que tanto a Liga Portugal como a Cruz Vermelha terão emitido parecer favorável.
Os guerreiros classificam a atuação policial como uma “postura intransigente e autista”, apontando incoerência face a coreografias anteriores realizadas no mesmo estádio e permitidas noutros recintos. O clube considera ainda que a decisão “ofendeu o clube, os sócios e os adeptos”, muitos deles voluntários envolvidos na preparação da iniciativa durante várias semanas.

No comunicado, o SC Braga sustenta que a atuação da PSP criou “condições inflamáveis” em torno do encontro e representou uma “absoluta irresponsabilidade”.
A direção liderada por António Salvador promete agora solicitar reuniões de emergência e exigir um posicionamento formal da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portugal, defendendo que não é possível promover o espetáculo desportivo “num ambiente de prepotência e hostilização”.




