Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está sem reitor após a renúncia de Emídio Gomes, que deixou o cargo para assumir a presidência da Metro do Porto.
Em resposta à crise institucional gerada pela vacatura, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, nomeou Jorge Ventura, o atual vice-reitor, como reitor interino.
A situação na UTAD tornou-se complicada devido a um impasse na constituição do Conselho Geral, que aguarda uma decisão do Tribunal Central Administrativo do Norte.
Este impasse tem impedido a realização da eleição de um novo reitor, resultando em uma instabilidade significativa na instituição.
O gabinete do ministro da Educação destacou que a crise compromete o funcionamento regular da UTAD, uma situação que não pode ser ignorada no âmbito da sua autonomia.
A intervenção do governo foi considerada excecional.
Após uma audição do Conselho Coordenador do Ensino Superior, o ministro designou Jorge Ventura como reitor interino, com o objetivo de garantir a gestão corrente da universidade.
No entanto, as suas funções estarão limitadas, e ele deverá abster-se de realizar atos que possam comprometer a futura governança da instituição.
Jorge Ventura, em comunicado, expressou a sua consciência sobre os desafios que a UTAD enfrenta, mas demonstrou confiança nas potencialidades da universidade. Prometeu à comunidade académica um compromisso com a estabilidade e pediu maturidade institucional e união entre todos os membros da comunidade.
O Conselho Geral da UTAD encontra-se incompleto devido a desavenças entre duas listas, o que levou a uma queixa judicial por parte de uma delas.



