Fernando Afonso foi nomeado para gerir a comissão administrativa do PS de Esposende.
Este homem da terra, sucede assim a outra comissão administrativa, então liderada por Tito Evangelista.
A derrota nas autárquicas de Tito Evangelista, um dos piores resultados do PS no concelho de Esposende, agravou a crise do PS da foz do Cávado.
O histórico socialista apenas obteve 1275 votos, contra os 3753 de 2021, os 2012 de 2017, os 3938 votos de 2013, 4131 em 2009, 5600 votos em 2005 e 5709 em 2001. Na Assembleia Municipal também caiu 5 deputados municipais para 1.
Sem condições para continuar, Fernando Afonso acabou por assumir provisoriamente o comando do partido enquanto se procura uma solução estável.
“A escolha de Afonso tem sido vista nos corredores políticos como um sinal sensato para contornar o vácuo de liderança após o desgaste político que se seguiu à pesada derrota autárquica“, refere o jornalista Nuno Cerqueira.
“A crise interna do PS é também reflexo de problemas mais amplos: queda de apoio popular, incapacidade de reconectar com eleitores mais novos e dificuldades em formular uma narrativa convincente num concelho claramente de direita“, destaca ainda Nuno Cerqueira.



