A tensão ambiental na região de As Conchas, na Galiza, voltou a subir de tom. A Associação “Vecinos das Conchas” exige a demissão imediata de responsáveis políticos e administrativos, acusando a Xunta de Galicia e a Confederação Hidrográfica Miño-Sil de não cumprirem uma decisão judicial já transitada em julgado.
Em causa está a degradação ambiental do reservatório de As Conchas, uma situação que, segundo a associação, continua sem resposta eficaz apesar de uma sentença do Tribunal Superior de Justiça da Galiza, datada de julho de 2025. Essa decisão obrigava as entidades públicas a atuar para travar a poluição e garantir água potável segura para a população.
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A polémica agravou-se depois de o Tribunal Supremo ter recusado um recurso apresentado pelas autoridades, reforçando o caráter definitivo da decisão. Ainda assim, os moradores denunciam que “não há medidas visíveis nem suficientes” no terreno para resolver o problema.

“Purins” continuam a contaminar solos e água
Um dos pontos mais críticos prende-se com a alegada continuação de práticas poluentes. A associação denuncia a existência de campos inundados com residuos dos animais da avicultura e suinocultura (purins), situação que, dizem, ocorre com “total permissividade” das entidades responsáveis.
As imagens anexadas à nota de imprensa, datadas de novembro de 2025, mostram terrenos alagados e circulação de maquinaria associada à dispersão de resíduos agrícolas. Para os moradores, estes sinais demonstram que a decisão judicial está a ser ignorada.
Responsáveis na mira
Face ao cenário, a associação pede a saída da conselleira de Medio Rural, da conselleira de Medio Ambiente e do presidente da Confederação Hidrográfica Miño-Sil, considerando que a sua permanência é “incompatível com a gravidade dos factos”.
A exigência é clara: ação imediata, coordenada e verificável. “Há uma sentença firme e tem de ser cumprida”, sublinham, alertando para riscos ambientais e de saúde pública.

Impacto pode ultrapassar fronteiras
A situação em As Conchas não é apenas um problema local. O reservatório integra a bacia hidrográfica ligada ao território do rio Lima, o que levanta preocupações também do lado português, sobretudo ao nível da qualidade da água e impacto ambiental transfronteiriço.
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Sem medidas concretas no terreno, o conflito promete escalar — agora com pressão pública direta sobre os decisores políticos da Galiza.



