A fábrica da Stellantis em Mangualde alcançou em 2025 o melhor resultado da sua história, num ano marcado pela reorganização do grupo automóvel após a saída de Carlos Tavares e pela pressão da transição para o veículo elétrico.
A unidade portuguesa produziu 91.662 veículos, um crescimento de 6,6%, juntando-se à fábrica de Vigo (Galiza) num ciclo de recordes que contrasta com a quebra registada noutras plantas do grupo.
Os dados divulgados pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal confirmam que Mangualde voltou a ganhar peso no mapa industrial nacional, mesmo continuando longe dos volumes da Autoeuropa, em Palmela, que produziu 240.400 veículos em 2025.
Ainda assim, o desempenho da fábrica beirã consolida o seu papel como a segunda maior unidade automóvel do país e como um dos principais motores industriais do distrito de Viseu.
Em Vigo, a Stellantis ultrapassou as 550 mil unidades produzidas, com um crescimento de 7%, superando o recorde histórico de 2007. A fábrica galega montou mais veículos do que todo o setor automóvel português, funcionando como almofada para a quebra registada em Figueruelas, Zaragoza, onde a antiga fábrica da Opel caiu para cerca de 300 mil veículos, menos 20% do que em 2024. É precisamente em Zaragoza que o grupo está a construir uma gigafábrica de baterias, em parceria com a CATL, com arranque previsto ainda este ano.
No conjunto, Portugal produziu 341.361 veículos ligeiros e pesados em 2025, um aumento de 2,7% face a 2024. Foi o segundo melhor ano de sempre da indústria automóvel nacional, ficando a cerca de 4.000 unidades do recorde de 2019. Além de Mangualde e Palmela, as restantes fábricas — Toyota e Mitsubishi — tiveram produções residuais, pouco acima das 9.000 unidades.



