O cemitério antigo de Alhos Vedros, no concelho da Moita, voltou a ser alvo de profanação, desta vez com uma dimensão inédita.
Quatro jazigos foram arrombados, várias sepulturas violadas e caixões encontrados abertos, com alguns corpos desmembrados. Dez cadáveres foram enviados para o Instituto de Medicina Legal para análise.
O caso foi denunciado no domingo, mas só divulgado esta quarta-feira, após a visita do cardeal Américo Aguiar, bispo de Setúbal.
O padre Nuno Pacheco, responsável pela paróquia local, descreve “prejuízos incalculáveis” e acredita que a motivação foi o roubo de metais ou eventuais joias.

“À partida, procuram cobre, chumbo… acreditarão que alguma jóia possa estar nos corpos”, afirmou ao E24.
Apesar de o cemitério encerrar entre as 17h00 e as 8h00, o pároco admite que a segurança é reduzida.
“Quem quiser saltar os muros consegue”, lamenta. Recorda ainda que este não é um episódio isolado, embora nunca com este grau de devastação.
A população reage com tristeza e revolta perante a dimensão do crime. A GNR registou a ocorrência.
A Proteção Civil iniciou já trabalhos de limpeza e o espaço permanecerá encerrado até ao final da semana.
O cemitério, criado em 1880 e desativado há cerca de 50 anos, continua a ser alvo fácil para quem procura lucro rápido à custa dos mortos.




