Foram apresentadas esta segunda-feira, em Viana do Castelo, as principais conclusões do Pegadas, projeto transfronteiriço que envolveu seis entidades portuguesas e espanholas e que transformou o Caminho de Santiago num percurso de aprendizagem prática e promoção da empregabilidade jovem.
Entre novembro de 2023 e fevereiro de 2026, o projeto envolveu cerca de 250 jovens, dos quais 158 participaram em nove expedições em Portugal e Espanha. Mais de uma centena concluiu o percurso formativo e 240 inscreveram-se na plataforma e-learning bilingue criada no âmbito da iniciativa.
Coordenado em Portugal pelo Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), o Pegadas assentou em quatro pilares: Digitalização, Empreendedorismo, Sustentabilidade e Pensamento Crítico. O modelo combinou formação presencial, aprendizagem online e experiências outdoor, usando o território como contexto real de trabalho colaborativo.

Os resultados são claros: 76% dos participantes estão atualmente empregados ou a estudar, sendo que cerca de um quarto encontrava-se desempregado à data da inscrição. Inicialmente dirigido a jovens que não estudavam nem trabalhavam, o projeto foi alargado ao ensino superior, diversificando perfis e competências.
O consórcio integra ainda a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, o Politécnico do Porto, a Universidade de Santiago de Compostela, o Clúster da Comunicación de Galicia e a Femxa.
O financiamento foi assegurado pelo Interreg VI-A Espanha-Portugal 2021-2027.
Com o encerramento formal, ficam disponíveis materiais, recomendações políticas e ferramentas metodológicas. O modelo poderá agora ser replicado noutros itinerários culturais europeus, reforçando a valorização do património e a cooperação transfronteiriça.




