Monumento ao filósofo‑médico Francisco Sanches no Largo de São João do Souto em Braga encontra‑se em “estado de abandono, incúria e desleixo”, denuncia o ativista Carlos Manuel Dobreira.
Segundo este ambientalista climático, o monumento apresenta falta de letras tanto no nome do homenageado como nas suas qualidades (“professor”, “médico”) e erros na identificação de local e obra (por exemplo “Tolosa” aparece como “Tolos”, e “Tractatus Philosophici” está escrito “Tractatus Philophici”).
Também identificou mármores partidos no plinto da estátua.
Nas imediações, o cenário agrava‑se: resíduos indiferenciados – plásticos, garrafa de cerveja, beatas, maços de tabaco e uma faca –, sarjetas entupidas, um dispensador de sacos para dejectos caninos vandalizado, uma boca de incêndio sem manutenção e até um outdoor de propaganda eleitoral instalado em relva pública.
Dobreira sublinha que “este cenário exposto em nada abonava a favor da Capital Portuguesa da Cultura 2025”, e refere ter comunicado os factos ao presidente da Câmara de Braga.
A preocupação levanta questões sobre a salvaguarda do património local e o cumprimento dos compromissos de conservação no centro histórico de Braga.



