O programa dinamizado no próximo sábado integra conversas, experiência prática num carrilhão móvel e um concerto para as duas torres.
No próximo sábado, 31 de outubro de 2026, a Sé de Braga é o palco do sexto episódio do programa cultural Memória do Lugar. Sob o mote «O que o som guarda», a iniciativa decorre entre as 15h00 e as 17h15, promovendo o cruzamento entre o património cultural imaterial da prática sineira e o património audiovisual.
O evento assinala a convergência do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial e do Dia Mundial do Património Audiovisual, propondo uma reflexão sobre a preservação e transmissão dos toques manuais de sinos.
A programação divide-se em quatro momentos principais na Sé Catedral:
- 15h00 (Sacristia-Mor): Saber escutar – a linguagem dos sinos, a cidade e o tempo, com os docentes Elisa Lessa e Rodrigo Teodoro de Paula, do Departamento de Música da Universidade do Minho (UMinho);
- 15h30: Painel «O som do gesto», reunindo investigadores e os sineiros Carlos Jerónimo (Fundição de Sinos de Braga), Hélder Pinto (Arentim) e Cristiano Costa (Sobrosa), sob mediação de João Dias e João Miguel Braga Simões;
- 16h30 (Adro da Sé): Vivência prática com um carrilhão móvel, permitindo ao público experimentar a força e a cadência do toque manual em comparação com a execução mecânica;
- 17h00: Concerto «Ressonância», uma composição manual concebida para criar diálogo entre os sinos das duas torres da catedral bracarense.
A vertente de preservação audiovisual do projeto contará com a presença do realizador Tiago Pereira (A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria), que efetuará o registo documental da prática sineira em Braga.
Todas as atividades têm entrada livre e gratuita, contando com a parceria científica do Departamento de Música da UMinho e da Fundição de Sinos de Braga.
















