Jorge Rodrigues encerrou a Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural reclamando justiça territorial e maior autonomia para os Grupos de Ação Local.
O presidente da Federação Minha Terra, Jorge Rodrigues, defendeu no concelho de Vila Verde a necessidade urgente de garantir um financiamento próprio, previsível e autónomo para a abordagem LEADER no próximo quadro comunitário de fundos europeus, previsto para o período entre 2028 e 2034. As declarações foram proferidas durante o encerramento da Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural, subordinada ao tema «LEADER: a política que transforma territórios», que reuniu líderes institucionais, políticos e agentes locais na Adega Cultural.
Durante a sua intervenção perante a tutela governamental, o responsável reclamou que seja assegurada uma afetação mínima de 5% dos recursos financeiros do desenvolvimento rural à estratégia LEADER, conforme estipulado nos pilares do Manifesto de Vila Verde. Jorge Rodrigues alertou que o princípio da participação comunitária deve ser transversal e estender-se para além da política estritamente agrícola, permitindo aos Grupos de Ação Local (GAL) manter capacidade de intervenção real no planeamento sem ficarem remetidos a meras tarefas de gestão administrativa.

Ao assinalar os 35 anos de percurso do modelo LEADER em Portugal, o dirigente reiterou que o mundo rural possui recursos, identidade e capacidade de iniciativa para gerar valor económico e social. O modelo de Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) foi apresentado como uma ferramenta fundamental para complementar a ação dos municípios e da administração central no combate ao despovoamento, na promoção da habitação, na criação de emprego para os jovens, na mobilidade, na inovação e na transição climática.
O presidente da estrutura nacional sublinhou que a reivindicação de verbas não constitui um pedido de privilégio, mas sim um ato de justiça territorial e de confiança na descentralização da tomada de decisão. A Federação Minha Terra garantiu que o Manifesto de Vila Verde servirá de base ao diálogo contínuo com o Executivo para desenhar as orientações estratégicas nacionais da próxima década.











