Um empresário de Esposende foi condenado a 10 anos de prisão efetiva por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
Eugénio José Oliveira Teixeira, de 68 anos de idade, foi considerado culpado por ajudar a introduzir 104 quilos de cocaína em Portugal, escondidos num contentor de bananas, apreendido pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga em dezembro de 2022, em Barcelos.

No total, sete dos nove arguidos foram condenados. Para além do empresário de Esposende, o destaque vai para Adan Emmanuel Gomez Vol, espanhol residente em Madrid, que levou a pena mais pesada: 14 anos de prisão.
Já Manuel Mariano Duran Gonzalez, conhecido como “Manolo”, galego apontado inicialmente como líder da rede, apanhou nove anos e quatro meses.
Quatro membros operacionais da rede, vindos dos EUA, República Dominicana e Holanda, confessaram o crime e foram condenados a oito anos e dois meses de prisão cada.
O grupo foi apanhado em flagrante quando tentava retirar a droga do contentor num armazém em Gilmonde, Barcelos. A operação envolveu, para além da PJ, a Interpool e DEA (EUA).
Dois arguidos acabaram absolvidos: Rui Miranda, empresário de frutas em Barcelos, e José Vicentini, agente aduaneiro brasileiro.
O tribunal não encontrou provas suficientes para os condenar.
Durante o julgamento, alguns arguidos optaram por falar. Frank Canela, por exemplo, admitiu que aceitou o trabalho por cinco mil euros, mas disse que não teve controlo sobre a operação.
Já outros, como “Manolo”, Eugénio Teixeira e José Vicentini, recusaram prestar declarações.
O juiz-presidente destacou a gravidade destes crimes, que classificou como “um flagelo social que destrói famílias e vidas”.



