A Figma, empresa de software de design sediada em São Francisco, protagonizou uma estreia histórica na Bolsa de Nova Iorque, com as suas ações a dispararem 250% no primeiro dia de negociação.
Após uma oferta pública inicial (IPO) que arrecadou mais de 1,2 mil milhões de dólares, a empresa atingiu uma valorização bolsista superior a 60 mil milhões.
As ações abriram a $33 e fecharam a $115,50, após uma oferta várias vezes subscrita e com procura elevada por parte dos investidores. A entrada em bolsa da Figma foi vista como um teste crucial para o apetite do mercado por start-ups tecnológicas, após um período de retração marcado por taxas de juro elevadas e volatilidade nos mercados.
O IPO surge dois anos após a proposta de aquisição da Figma pela Adobe por 20 mil milhões de dólares, que acabou por não avançar devido a entraves regulatórios. Ainda assim, a empresa viu o seu valor quase quintuplicar desde a última avaliação privada de 12,5 mil milhões.
A operação beneficiará investidores de capital de risco como Index Ventures, Iconiq Capital e Sequoia, que apoiaram a Figma desde os primeiros dias, com ações inicialmente avaliadas a 9 cêntimos.
No primeiro trimestre de 2025, a Figma registou 45 milhões de dólares de lucro líquido e receitas de 228 milhões, um crescimento anual de 46%.



