A Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, anunciou hoje que Portugal entra em situação de alerta nacional a partir da meia‑noite de logo.
A medida vai-se estender até ao dia 8 de agosto, devido ao risco elevado de fogos florestais em simultâneo com um período de calor extremo.
A medida incluiu várias proibições rigorosas, nomeadamente:
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acesso, circulação e permanência em espaços florestais e caminhos rurais definidos pelos Planos Municipais de Defesa da Floresta;
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queimadas e queimas de sobrantes foram proibidas, incluindo a suspensão de autorizações emitidas anteriormente;
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trabalhos com maquinaria em zonas florestais ou rurais que representem risco de ignição também foram vedados.
- Proibição da utilização de fogo-de-artifício e outros artefactos pirotécnicos, com suspensão das respetivas autorizações.
A ministra enfatizou que a próxima semana será muito difícil, com temperaturas a rondar os 40 °C em várias regiões do país. Alertou a população para redobrar a atenção e evitar comportamentos de risco.
Operacional de combate preparado e reforçado
“A totalidade do dispositivo de combate está pronta e mobilizada”, afirmou Amaral, explicando que as forças da GNR, da PSP e das Forças Armadas irão reforçar vigilância, fiscalização e patrulhamento em zonas vulneráveis.
Relativamente aos meios aéreos, disse que Portugal dispõe de cerca de 72 aeronaves disponíveis, embora o sistema preveja até 79. Comentou que “o número exato de meios aéreos — se são 72, 76 ou 80 — é irrelevante”, dado que a eficiência do combate depende também da orografia do terreno e da complexidade das operações.
Estas declarações geraram críticas por parte de autarcas de zonas afetadas, como Arouca e Ponte da Barca, que consideraram insuficiente os recursos aéreos disponíveis.
No entanto, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, reafirmou que “os meios aéreos são essenciais” — e que o Governo pretende reforçar a frota com duas aeronaves adicionais a partir de 1 de agosto, e contratar mais três para atingir os 76 previstos.
Contexto atual dos incêndios
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, nesta altura estão ativos cerca de 40 incêndios rurais, contando com o envolvimento de cerca de 1.800 operacionais.
A proteção civil destaca que os fogos em Arouca, Ponte da Barca, Moimenta da Beira e Vila Verde são os mais preocupantes. Em Ponte da Barca, especialmente, o incêndio já mobiliza cerca de 630 pessoas, 34 veículos e 11 meios aéreos, devido ao terreno inacessível e à intensidade das chamas.
A estratégia aposta numa combinação de ação aérea, patrulhamento intensivo e restrições severas no terreno.
A Ministra reafirmou que esta abordagem visa mitigar ao máximo a propagação dos fogos num período em que o risco permanece elevado em quase todo o território continental.



