O Tribunal em Braga vai julgar advogada e marido contabilista por alegada perseguição e incêndios em carro em Esposende.
Ministério Público (MP) acusa os suspeitos – advogada e contabilista – de denúncia caluniosa, perseguição e dois fogos em viaturas de ex‑clientes.
Começo do litígio
O litígio começou em 2020, quando a profissional apresentou uma fatura de 4350 euros, sendo que uma das parcelas – dois mil euros – pagava um “recurso para o BPI”, para prescrição de dívida feito em fevereiro de 2020.
Para justificar a verba, a arguida terá mostrado emails com o contencioso do banco, onde constava que a dívida “prescreveu”.
A acusação diz que a mensagem era falsa e servia para convencer os clientes. O casal, um dos quais ex-jogador de futebol, recusou pagar.
Em 2021, a advogada contactou a entidade patronal de um dos queixosos, reclamou 2658 euros e ameaçou penhora de salário.
O casal visado pela advogada decidiu, então, avançar com uma queixa-crime contra a advogada, na qual o MP avançou com um inquérito.
Advogada tenta convencer cunhado das vítimas
Em outubro de 2021, a advogada tentou, via cunhado das vítimas, obter desistência.
Sem êxito, a advogada e marido contabilista delinearam um plano para os incriminar por tráfico.
Droga e incêndios
A 17 de outubro, uma chamada para a GNR reportou duas caixas metálicas com droga presas por ímanes sob um carro na avenida dos Banhos, Marinhas, concelho de Esposende.
Militares encontraram 44,4 gramas de canábis. Foi também enviada uma SMS a simular negócio.
A 28 de outubro, pelas 03h00 nas rua dos Rouxinóis, os arguidos terão regado com acelerante o capô da viatura da mulher casal e ateado fogo.

A viatura ardeu por completo e ainda com danos numa viatura estacionada ao lado, onde estava uma ameaça de morte. Também a fachada do prédio sofreu danos numa habitação.
Em janeiro de 2022, às 04h00, na Rua de António Pascoal, o alvo foi outro carro. Com duas latas de gás sob pressão e um isqueiro, o fogo alastrou, causando a destruição de segundo carro.




