O Rio Ave, símbolo natural e histórico de Vila do Conde, enfrenta uma invasão crescente de jacintos-de-água, espécie aquática exótica que ameaça o equilíbrio ecológico do curso fluvial.

A situação foi denunciada em carta aberta por Manuel Gaiteiro, cidadão vila-condense, que pede intervenção urgente das autoridades.
Segundo o morador, “o rio encontra-se coberto por uma extensa camada de jacintos-de-água”, o que compromete o ecossistema e “fere a paisagem que é de todos nós”.

A carta, enviada às entidades responsáveis, apela a uma ação conjunta da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Câmara de Vila do Conde, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Capitania do Porto.
O problema, explica Gaiteiro, é ambiental e não apenas visual: a planta invasora “consome oxigénio, impede a luz solar de penetrar na água e compromete a fauna e flora locais”.

O cidadão defende uma limpeza urgente e o controlo biológico das plantas, acompanhado por uma estratégia de prevenção e vigilância para evitar o reaparecimento da praga.
O apelo ganhou eco entre residentes e ambientalistas locais, que temem danos irreversíveis no leito do rio se nada for feito a curto prazo.
“O Rio Ave não pode ser esquecido”, sublinha Gaiteiro, recordando que o estado do rio “é o reflexo da nossa consciência ecológica”.
O que são os jacintos-de-água?
O jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) é uma planta flutuante originária da América do Sul, introduzida em várias regiões do mundo como ornamental.
Propaga-se rapidamente em águas paradas ou de fluxo lento, formando tapetes densos que bloqueiam a luz e reduzem o oxigénio disponível, afetando peixes e outras espécies aquáticas.
Em Portugal, é considerada uma espécie invasora e a sua presença requer ações de controlo contínuo.





