O Governo está a acompanhar com preocupação a subida rápida dos casos de gripe em Portugal…e pede máscaras.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou o alargamento dos horários dos centros e serviços de atendimento clínico, numa tentativa de aliviar a pressão crescente sobre as urgências hospitalares, que já mostram sinais de rutura.
Na última semana, foram registados 700 novos casos por cada 100 mil habitantes, um valor que colocou o Ministério da Saúde e a Direção-Geral da Saúde (DGS) em alerta. Ambos avisam que as próximas semanas serão “particularmente exigentes”.
Máscara para quem tem sintomas
A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, afirmou que a curva de infeções está “em fase ascendente”, embora ainda não se encontre oficialmente em fase epidémica. Para reduzir contágios, a DGS pede que todas as pessoas com sintomas respiratórios usem máscara, sobretudo quando recorrem a serviços de saúde.
A recomendação estende-se às regras básicas de etiqueta respiratória: lavar as mãos com frequência, tossir ou espirrar para o cotovelo e manter espaços arejados. A responsável lembra que estas medidas ajudam a travar a transmissão e a aliviar a pressão sobre os serviços.
Task force volta ao terreno
O Governo vai reativar uma task force de monitorização diária da gripe, semelhante à criada no inverno passado, desta vez com antecedência. O objetivo é acompanhar em tempo real a evolução dos casos e ajustar respostas antes de um eventual pico.
Ana Paula Martins reconhece que há falta de profissionais, situação que pode agravar o impacto da gripe este ano. Ainda assim, garante que o Serviço Nacional de Saúde está a reforçar capacidade, antecipando maiores fluxos nas urgências — algo que já se verifica em vários hospitais.
Reforço de ambulâncias e camas
Para dar resposta ao aumento de doentes, o INEM vai recorrer a ambulâncias da Proteção Civil e da Cruz Vermelha Portuguesa, reforçando o socorro pré-hospitalar.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disponibilizou 27 camas sociais e 112 camas de apoio, e prepara uma resposta adicional de mais 50 camas nas próximas semanas, destinadas a aliviar hospitais e garantir apoio a doentes que não necessitam de cuidados clínicos intensivos.
O Governo admite que, se necessário, os hospitais poderão suspender cirurgias não urgentes para libertar equipas e espaço.
A prioridade, sublinha o Ministério da Saúde, é garantir capacidade de resposta perante um inverno que se antecipa difícil para o SNS.



