O Governo reabriu esta quinta-feira, 11 de dezembro, as candidaturas à segunda fase do programa E-Lar, destinado à substituição de equipamentos a gás por alternativas elétricas em habitações.
A nova ronda surge depois de milhares de utilizadores terem ficado de fora na primeira fase, que esgotou rapidamente. O orçamento sobe agora para mais de 60 milhões de euros, praticamente o dobro do montante inicial.
O programa financia a troca de esquentadores, caldeiras e fogões a gás por equipamentos elétricos, garantindo comparticipação quase total para agregados com menor capacidade financeira.
Consumidores abrangidos pela tarifa social de eletricidade e de gás natural passam a dispor de limites de apoio mais elevados, incluindo custos de instalação e transporte.
A segunda fase introduz um novo incentivo: um apoio de 50 euros para a selagem das antigas canalizações de gás, medida que pretende reforçar a segurança após a remoção dos equipamentos.
Para evitar a repetição das falhas registadas em setembro — quando a plataforma ficou inacessível durante horas no dia de abertura — o processo passa a operar num servidor de alta capacidade do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
O voucher E-Lar só pode ser utilizado uma vez na rede de fornecedores qualificados. Após a emissão, o beneficiário dispõe de dois meses para o validar em loja.



