A Autoridade da Concorrência travou a compra da Remolcanosa Portugal – Serviços Marítimos, empresa que opera no Porto de Viana do Castelo, pelo Grupo Boluda, considerado líder mundial no setor do reboque marítimo. A decisão impede a aquisição do controlo exclusivo da empresa portuguesa pela BT Luxembourg II, integrada no grupo espanhol.
Em causa estava uma operação nos mercados de reboque marítimo portuário e amarração. Para a AdC, a concentração criaria “entraves significativos” à concorrência, sobretudo no Porto de Sines, onde a operação eliminaria a única concorrência efetiva existente no segmento dos serviços prestados a navios que não transportam mercadorias perigosas a granel.
Na prática, segundo o regulador, o negócio transformaria um duopólio assimétrico numa situação de monopólio, dando à entidade resultante capacidade para aumentar preços de forma sustentada.
A Remolcanosa tem presença nos portos de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines e Portimão. Além do reboque portuário, atua também em operações de reboque oceânico, salvamento marítimo, mergulho profissional e reparação naval.
A Boluda já está ativa em Portugal, nomeadamente no Terminal PSA do Porto de Sines, no transporte regular de contentores com escala em Leixões e Setúbal e em serviços de amarração em Sines.




