O executivo municipal de Arcos de Valdevez, no Alto Minho, aprovou, em reunião extraordinária, um orçamento de 51 milhões de euros para 2026, o mais elevado de sempre no concelho.
A proposta do PSD, que governa a autarquia, passou com os votos favoráveis da maioria e o voto contra dos dois vereadores do PS, que acusam o documento de ter uma “visão curta” e falta de diálogo político.
O valor representa um aumento de seis milhões de euros face ao orçamento em vigor, que este ano se fixou nos 45 milhões.
O presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, sublinhou que se trata de um orçamento ambicioso, sustentado em investimento e na continuidade da política fiscal do município.
O autarca garantiu a manutenção de incentivos económicos e fiscais dirigidos às famílias, jovens e empresas.
Entre as medidas destacam-se a taxa reduzida de IMI de 0,34%, a aplicação do IMI Familiar, a isenção de IMT, a fixação da taxa variável de IRS em 3% e a isenção de derrama, à semelhança dos anos anteriores.
O orçamento prevê 4,9 milhões de euros para a educação, quatro milhões para a saúde e ação social, dois milhões para a habitação, mais de 1,5 milhões para o ordenamento do território, 6,6 milhões para património e cultura e cerca de 6,5 milhões para infraestruturas e ambiente.
Do lado da oposição, os vereadores socialistas justificam o voto contra com críticas duras. O PS refere que teve acesso ao documento menos de 48 horas antes da votação, acusando o executivo de apresentar um “documento monolítico, sem pluralidade” e excessivamente dependente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e de fundos europeus.
Os socialistas apontam ainda como problemática a intenção do município de contratar 114 novos trabalhadores em 2026, considerando a medida desajustada à dimensão do concelho.



