O mercado de entretenimento imersivo global de Location-Based Entertainment (LBE), está a crescer a um ritmo acelerado e deverá atingir 23,94 mil milhões de dólares até 2030, mais 15 mil milhões do que atualmente.
Os dados constam do relatório Location-Based Entertainment Market – Global Forecast 2025-2030, divulgado pela Research and Markets.
Depois de valer 7,07 mil milhões de dólares em 2024, o setor subiu para 8,64 mil milhões em 2025 e mantém uma taxa de crescimento anual composta de 22,5%.
O motor desta expansão é claro: experiências imersivas que combinam realidade aumentada, realidade virtual, projection mapping e plataformas cloud, cada vez mais procuradas por públicos urbanos.

O entretenimento deixou de ser passivo. Parques temáticos, arcades, museus, estádios e centros culturais estão a apostar em experiências interativas, narrativas personalizadas e tecnologia modular, que permite instalar e desmontar atrações rapidamente.
Um dos formatos em destaque são os funhouses modulares pop-up, integrados em bairros urbanos, que misturam jogos AR, experiências sensoriais e restauração de pequena escala.
O relatório sublinha que a personalização baseada em dados e a adoção de arquiteturas tecnológicas modulares são hoje decisivas para captar público e escalar negócios.
Também ganham peso os modelos de subscrição, que garantem receitas recorrentes, e as parcerias estratégicas entre operadores, empresas tecnológicas e criadores de conteúdos.

A nível regional, o crescimento é global, com forte presença nas Américas, Europa, Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico.
No entanto, a Research and Markets alerta: não há receitas universais. Estratégias bem-sucedidas exigem adaptação a infraestruturas locais, enquadramento regulatório e preferências culturais.
Conclusão direta: o entretenimento baseado em local está a transformar-se num negócio tecnológico de alta intensidade, onde criatividade, dados e rapidez de execução ditam quem lidera e quem fica para trás.





