Nem a chuva nem a insatisfação com os candidatos presidenciais afastaram, este domingo, os eleitores que se deslocaram à Câmara de Barcelos para votar antecipadamente.
O ato eleitoral decorreu nos Paços do Concelho, no mesmo edifício onde, em simultâneo, tinham lugar as comemorações dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, criando um ambiente pouco habitual, mas sem impacto na afluência.

Ao longo da manhã, registaram-se filas, com muitos eleitores a aguardarem para cumprir o que vários classificaram como um “dever cívico”, apesar das críticas à campanha e ao perfil dos candidatos às eleições presidenciais marcadas para 18 de janeiro.
Entre os votantes estava Maria Soares, 64 anos, que recorreu ao voto antecipado por não se encontrar em Portugal no dia das eleições.
“Independentemente da qualidade dos candidatos, o voto é uma obrigação democrática”, afirmou.
As críticas à campanha foram transversais. Miguel Fernandes, 70 anos, considerou os debates televisivos “pobres e demasiado conflituosos”, comparando-os a um “dérbi futebolístico”.
Para Ricardo Sousa, 32 anos, “o problema não é o número de candidatos, mas a falta de qualidade”.
Fernando Silva, 55 anos e que escolheu uma estadia em Barcelos para votar antecipadamente, deu nota que as presidenciais estão muito “legislativais”.
“Parecem que querem ser todos primeiros Ministro. Se olhares bem, vemos que candidatos que, por uma ou outra razão, derrotadas em outros momentos políticos”, disse.
Ana Sousa, 21 anos, admitiu que ia votar num candidato que já havia sido candidato nas legislativas.
“É aquele com quem a minha geração se mais identifica no TikTok”, apontou



