Uma derrocada de terras na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas, em Ponte da Barca, levou à retirada preventiva de 20 pessoas, confirmou esta segunda-feira o presidente da Câmara Municipal.
O deslizamento, descrito como “forte”, destruiu parcialmente uma habitação e soterrou um veículo ligeiro, sem provocar vítimas ou feridos.
Numa primeira fase, foram retiradas sete pessoas da casa diretamente afetada e de uma outra nas imediações. No entanto, a evolução da situação levou as autoridades a alargar a medida a mais moradores, cujas habitações se encontram no alinhamento da massa de terras instável.
O autarca Augusto Marinho explicou que a decisão foi tomada por precaução, enquanto decorrem avaliações técnicas para apurar se existem riscos adicionais para outras casas da zona. “A situação está a ser analisada no terreno”, referiu.
Os desalojados foram encaminhados para a sede de uma associação local. Caso seja necessário pernoitar fora de casa, existem alternativas asseguradas, nomeadamente acolhimento por familiares.
No local estiveram mobilizados 39 operacionais e 14 viaturas, envolvendo Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, Serviço Municipal de Proteção Civil, GNR e a UEPS.
A situação no terreno permanece instável. A Proteção Civil e a GNR estão a monitorizar a encosta, admitindo que o perímetro de segurança possa ser alargado.
- Operações no local: Estão mobilizados os Bombeiros, a Proteção Civil Municipal, a GNR e a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).
- Avaliação técnica: Geólogos e técnicos municipais estão a avaliar a estabilidade do solo para determinar se mais famílias terão de abandonar as suas casas nas próximas horas.

Rasto de destruição do mau tempo
Este caso em Ponte da Barca é o mais recente de uma série de incidentes graves provocados pelas sucessivas tempestades e pelas depressões que se lhe seguiram.
Nas últimas semanas, o solo saturado tem sido a causa direta de derrocadas, quedas de árvores e inundações que já provocaram vítimas mortais e elevados prejuízos materiais em todo o Alto Minho.
As famílias desalojadas estão, para já, a ser acompanhadas pelos serviços de ação social da Câmara Municipal de Ponte da Barca, que assegurou o realojamento temporário.



