A agitação marítima extrema no litoral de Esposende, com ondas a baterem com violência nas dunas e estruturas costeiras, estão a colocar em risco edifícios junto ao mar em situação crítica.
A área de Cedovém/Pedrinhas, em Apúlia, continua a ser um dos pontos mais afetados pelas condições marítimas severas, com registos visuais claros da erosão e do impacto das vagas.
Os moradores de residência permanente pedem ajuda e intervenção urgente da APA. A energia das ondas e rebentação intensa tornaram zonas residenciais e anexos particularmente vulneráveis, reforçando a avaliação prévia das autoridades locais sobre o risco que muitas habitações enfrentam junto à costa.
Situação dos edifícios e plano de demolição
A Proteção Civil municipal de Esposende já tinha informado que quatro casas estavam em “risco sério ou iminente”, incluindo uma na praia da Bonança (Fão) e três na zona das Pedrinhas (Apúlia).
O município prevê desde há uns anos um plano de demolição que abrange 89 habitações, mais de meia centena de anexos e sete restaurantes naquela faixa costeira, medida que tem enfrentado contestação por parte de moradores que exigem medidas alternativas ou compensações mais claras.
Avisos meteorológicos e estado do mar
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) manteve avisos de agitação marítima em nível laranja para a costa norte e centro de Portugal, incluindo Esposende, com previsão de ondulação que pode atingir até 13 metros de altura
Em todo o litoral continental, as condições marítimas foram consideradas de risco moderado a elevado, levando ao fecho de barras marítimas, incluindo a de Esposende, a toda a navegação, e a recomendações para que a população evite zonas expostas como molhes e esporões.

Contexto meteorológico mais amplo
Há um comboio de tempestades que tem afetado Portugal desde janeiro de 2026, com sistemas sucessivos que intensificaram chuva, vento e agitação marítima ao longo de várias semanas.
Além do impacto local em Esposende, o país enfrentou inundações, cortes de transporte e mobilização de equipas de emergência, com avisos em vários distritos e pouquíssimos períodos de acalmia nas condições meteorológicas.
Este conjunto de fatores tem aumentado a pressão sobre infraestruturas costeiras, comunidades junto ao mar e serviços de proteção civil, colocando em evidência o desafio crescente da gestão de riscos costeiros em contextos de eventos meteorológicos extremos.





