Candidato à Distrital de Braga do PSD garante que é a única candidatura que assegura estabilidade, renovação e preparação atempada das próximas autárquicas
Paulo Cunha defende que a sua candidatura à Comissão Política Distrital de Braga do PSD representa a continuidade de um ciclo vencedor e a garantia de preparação estratégica para os próximos desafios eleitorais.
Em declarações ao E24, o social-democrata rejeita críticas à liderança e sublinha o trabalho desenvolvido no último ano.
“A expressão ‘liderança vazia’ não casa com a dinâmica que tenho incutido na Distrital de Braga do PSD.”
O candidato recorda que o atual mandato foi interrompido devido a uma alteração estatutária, o que antecipou eleições que apenas deveriam ocorrer dentro de cerca de um ano. Segundo Paulo Cunha, essa interrupção deixou processos em curso “em suspenso”, aguardando a decisão que sairá das urnas no próximo sábado, dia 28.
Vitória histórica nas autárquicas no distrito de Braga
O candidato aponta as eleições autárquicas de 12 de outubro como o ponto alto do trabalho desenvolvido. No distrito de Braga, o PSD conquistou nove câmaras municipais, enquanto o PS ficou com três, num resultado que classifica como inédito.
“Nunca tivemos uma diferença tão grande em relação ao Partido Socialista no distrito de Braga.”
Apesar da vitória, Paulo Cunha rejeita qualquer clima de acomodação. Sustenta que o trabalho político não termina com o escrutínio e que é necessário apoiar tanto os autarcas eleitos como as estruturas que não conseguiram vencer.

“A vitória em 2029 começa a ser trabalhada agora.”
Fortalecer concelhias e evitar desânimo onde se perdeu
Para o candidato, a prioridade não é escolher candidatos a quatro anos das eleições, mas sim reforçar as estruturas locais. Defende que onde o PSD ganhou deve haver propostas mobilizadoras e galvanizadoras, e onde perdeu é essencial evitar desânimo.
“É preciso criar condições para que a vitória autárquica possa nascer no futuro próximo”, afirma, sublinhando a importância de uma estrutura “forte, coesa, competente, qualificada, experiente e responsável”.
Disputa interna vista como sinal de vitalidade democrática
Esta é a primeira vez em mais de duas décadas que há dois candidatos à Distrital de Braga do PSD. Paulo Cunha desvaloriza leituras de divisão interna.
“O debate e o combate político não se apregoam só, praticam-se.”
Para o candidato, a existência de várias candidaturas – Carlos Eduardo Reis é o seu oponente direto – é um sinal saudável de democracia interna. Ainda assim, considera que a sua equipa reúne melhores condições para liderar o partido no distrito.
Renovação e diversidade na equipa
Paulo Cunha destaca a renovação significativa da lista que apresenta. Dos 13 elementos efetivos da Comissão Política, oito são novos. Apenas cinco transitam do mandato anterior.
“Há uma grande renovação, uma renovada energia.”
A equipa integra autarcas de peso, como os presidentes de Câmara de Braga e de Guimarães, mas também representantes de concelhias onde o PSD não venceu, garantindo diversidade territorial, geracional e política.
Capacidade de execução como fator diferenciador
O candidato considera que a principal diferença face ao adversário está na capacidade de concretizar propostas.
“Podemos replicar propostas, mas o que faz a diferença é conseguir implementá-las.”
Segundo Paulo Cunha, a sua candidatura apresenta maior capacidade de mobilização, persuasão e gestão de recursos.
Primeira prioridade: reforçar as estruturas já a partir de março
Em caso de vitória, Paulo Cunha garante que avançará imediatamente para o reforço das relações com as concelhias, TSD, autarcas, juventudes e núcleos de freguesia.
“O partido não se prepara nos 15 dias da campanha. Prepara-se muito antes.”
Com um horizonte previsível de cerca de três anos sem atos eleitorais, o candidato entende que este é o momento ideal para consolidar o PSD no território e garantir que, quando chegarem as próximas eleições legislativas ou autárquicas, o partido esteja em posição de vencer novamente no distrito de Braga.



