Sessão “Territórios de Fronteira, Lugares de Encontro” decorre a 23 de março com a arquiteta Patrícia Reis. Evento destaca o projeto sobre a Barragem do Lindoso selecionado para a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
A Casa do Conhecimento de Ponte da Barca recebe, no dia 23 de março de 2026, às 18h00, uma sessão que desafia a visão convencional das zonas limítrofes. A oradora convidada, Patrícia Reis (investigadora da FAUP), irá explorar como locais históricos como o Couto Misto, Tourém e Rio de Onor revelam formas de habitar que transcendem as divisões políticas centralizadas, promovendo a solidariedade e a língua comum acima da geografia administrativa.
Um dos pontos altos da sessão será a apresentação da proposta “O Extremo (já não) mora aqui”, desenvolvida por uma equipa de estudantes e mestres da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). O projeto foca-se na Barragem do Lindoso e na aldeia galega de Aceredo, que ficou submersa em 1992 e cujas ruínas reaparecem ciclicamente em períodos de seca extrema.

Selecionado para a 14.ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, o trabalho utiliza este cenário para criar um “laboratório da memória”, explorando as consequências das alterações climáticas através da interação entre a água e o território. A iniciativa serve também para assinalar o Dia Mundial da Água (22 de março), sublinhando a importância da gestão hídrica na preservação da história e da identidade das comunidades transfronteiriças.
O evento, que combina o rigor académico com a sensibilidade social, pode ser acompanhado presencialmente ou via online. Esta é uma oportunidade para compreender como a arquitetura contemporânea olha para a “raia” não como um fim, mas como um ponto de partida para soluções mais justas e colaborativas entre as populações vizinhas de Portugal e Espanha.




