Espécies conhecidas como peixe-balão começam a ser detetadas com maior atenção na Galiza, muito perto do Norte de Portugal, e estão a preocupar investigadores e comunidades ligadas ao mar.
Um estudo científico publicado este mês confirmou a captura de dois exemplares da família Tetraodontidae em águas atlânticas da Galiza, incluindo um na ria de Pontevedra em 2025, apontando para uma expansão destas espécies em resultado da chamada “tropicalização” do meio marinho.
Como reage este peixe?
Popularmente conhecidos por peixe-balão por inflarem o corpo quando se sentem ameaçados, estes peixes podem representar um risco sério para a saúde pública. O mesmo estudo refere que o aumento destas espécies eleva também o risco de intoxicação acidental, devido à possível presença de tetrodotoxina, uma neurotoxina extremamente perigosa.
Na União Europeia, a regra é clara: os produtos da pesca derivados de peixes venenosos da família Tetraodontidae “não podem ser colocados no mercado”.
A proibição está inscrita no Regulamento (CE) n.º 853/2004.
Para o Alto Minho, a proximidade geográfica com a Galiza reforça o alerta
Especialistas defendem mais vigilância, mapeamento da distribuição destas espécies e informação pública para evitar capturas, consumo ou comercialização indevida.



