A Câmara de Esposende aprovou a abertura de concurso público para a reabilitação e ampliação do Forte de S. João Baptista, numa intervenção avaliada em 3,7 milhões de euros.
A decisão foi tomada por unanimidade em reunião do Executivo, com luz verde para todas as peças do projeto.
Localizado junto à Praia do Farol, o forte — durante anos ao abandono — vai ganhar uma nova vida com a criação de um Centro de Divulgação Científica e Cultural, focado na temática marítima e no património subaquático.
Projeto aposta em ciência, cultura e património
O plano prevê a intervenção num conjunto composto por muralha, edifício principal, quatro anexos e um farol, num terreno com cerca de 1510 metros quadrados. A área construída atual ronda os 1300 m², sendo que o projeto inclui ainda uma ampliação de cerca de 755 m², além de arranjos exteriores.

O futuro espaço terá várias valências, com destaque para:
- Áreas expositivas dedicadas ao património natural
- Núcleos sobre arqueologia subaquática
- Um centro vocacionado para a divulgação científica e cultural ligada ao mar
A ambição do município é clara: transformar o forte num polo de referência regional, capaz de atrair visitantes e reforçar a identidade marítima do concelho.
De espaço abandonado a ativo estratégico
O Forte de S. João Baptista passou para a gestão da autarquia em 2018, através de um protocolo com o Estado que garante a concessão por 50 anos, mediante um investimento global de 204 mil euros.
Com esta obra, a Câmara pretende recuperar um imóvel histórico e colocá-lo ao serviço da comunidade, apostando na valorização do património e na dinamização cultural.
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A intervenção surge também como parte de uma estratégia mais ampla de requalificação urbana e turística em Esposende, com foco na ligação ao mar e na preservação da memória coletiva.



