O Fórum Esposendense (FE) iniciou um novo mandato com o objetivo de reforçar a afirmação pública da associação e consolidar duas das suas principais áreas de atividade: o Museu Marítimo de Esposende e o Centro de Atividades Náuticas.
Após a recente tomada de posse da nova direção, o presidente do FE, Fernando Ferreira, explicou ao E24 que houve a preocupação de integrar “novos elementos” para dar mais força ao trabalho já desenvolvido ao longo dos últimos anos.
“Julgo que estes próximos três anos serão para afirmarmos e fazermos passar a mensagem de tudo o que temos sido”, afirmou.
A principal aposta imediata passa pela preparação de uma nova exposição dedicada à história dos mariantes de Esposende, cuja inauguração está marcada para 20 de julho, data em que o Museu Marítimo celebra 14 anos.
Segundo Fernando Ferreira, a mostra reunirá documentação e espólio recolhidos ao longo dos últimos anos e pretende surpreender os visitantes.
“Desde 1572 existe uma história muito vasta ligada aos mariantes de Esposende e vamos colocá-la à disposição do público”, destacou.
A associação acredita que esta poderá tornar-se numa das exposições mais marcantes já realizadas pelo museu. A anterior mostra, dedicada às miniaturas, terminou a 31 de dezembro e foi a mais visitada de sempre no espaço museológico.
Ainda assim, o responsável acredita que a nova aposta poderá superar esse registo.
“A história de Esposende é muito rica e estamos muito bem documentados para fazer uma exposição que esperamos que seja um ícone nos próximos tempos”, afirmou.
Durante a conversa, o estado da marina de Esposende também foi abordado. Apesar de admitir preocupação com a situação do espaço, o Fórum Esposendense considera não ter capacidade para assumir novas frentes de intervenção.
“Olhar daqui para a marina dói-nos o coração, mas a associação não está virada para isso”, referiu.
Outro dos temas em destaque foi o futuro do Estaleiro, atualmente designado Centro de Atividades Náuticas Fórum Esposendense. O espaço acolhe várias valências, entre elas centro de mergulho, vela, SUP e surf, funcionando também como polo de dinamização ligado ao mar.
Desde janeiro de 2024, o edifício passou para a gestão da Câmara Municipal de Esposende, no âmbito da transferência de competências do Estado. Existe um projeto de requalificação preparado, mas a associação aguarda por decisções da autarquia.
“A Intervenção está atrasada. Será um ano perdido, porque aquele espaço necessitava urgentemente dessas alterações”, lamentou.
O Fórum Esposendense revelou ainda que espera colocar novamente em funcionamento, até ao final deste mês, a embarcação científica usada em projetos com universidades e investigação marítima. O barco encontra-se parado há cerca de um ano devido a uma avaria grave no motor.



