Operação inédita envolveu salto de paraquedas de equipa médica a partir de um Airbus A400M; ilha mais remota do mundo não tem pista de aterragem e estava com níveis críticos de oxigénio
Numa demonstração de alcance e rapidez sem precedentes, o Reino Unido levou a cabo uma operação de resgate médico de alto risco em Tristão da Cunha, o território ultramarino mais remoto da coroa britânica. Após a confirmação de um caso suspeito de Hantavírus num cidadão britânico residente na ilha, a equipa de elite 16 Air Assault Brigade saltou de paraquedas para garantir assistência médica imediata. Tristão da Cunha, situada no Atlântico Sul, não possui pista de aterragem e é normalmente acessível apenas por barco, uma viagem que pode demorar vários dias. Com os stocks de oxigénio na ilha em níveis críticos, o Ministério da Defesa britânico decidiu que o lançamento aéreo era a única forma de salvar o paciente e apoiar a pequena equipa médica local de apenas duas pessoas.

A operação foi extrema em todos os seus aspetos logísticos. O voo partiu de RAF Brize Norton, no Reino Unido, realizou uma paragem técnica na Ilha de Ascensão e percorreu mais de três mil quilómetros sobre o oceano até atingir o alvo. Foi utilizado um Airbus A400M, que necessitou de ser apoiado por um avião-tanque Voyager para reabastecimento em pleno ar. A equipa de intervenção incluiu seis paraquedistas e dois médicos militares que realizaram o salto em tandem sob condições meteorológicas muito difíceis, com ventos que superavam os quarenta quilómetros por hora numa zona vulcânica de acesso complexo.
Esta crise sanitária está diretamente ligada a um surto de Hantavírus detetado no navio de cruzeiro MV Hondius. O Hantavírus é uma doença grave transmitida geralmente por roedores e o governo britânico está agora a repatriar os cidadãos que seguiam a bordo, impondo uma quarentena rigorosa de quarenta e cinco dias e monitorização constante pela agência de saúde pública UKHSA. Esta foi a primeira vez na história que os militares britânicos inseriram pessoal médico via paraquedas para uma missão humanitária deste género, um esforço que a Secretária de Estado Yvette Cooper classificou como o reflexo do compromisso inabalável com a segurança de todos os cidadãos britânicos, independentemente da sua localização geográfica.
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Esta foi a primeira vez na história que os militares britânicos inseriram pessoal médico via paraquedas para uma missão humanitária deste género. Para a Secretária de Estado Yvette Cooper, a operação reflete o compromisso inabalável com a segurança de todos os cidadãos britânicos, “onde quer que estejam”.
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UK specialist paratroopers and military clinicians have carried out a daring parachute operation to deliver critical medical support to Tristan da Cunha – Britain’s most remote inhabited Overseas Territory – after a suspected case of Hantavirus was identified on the island. pic.twitter.com/w0xPU8fvcw
— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) May 10, 2026



