Abusos sexuais graves terão ocorrido quando a vítima tinha entre 10 e 14 anos; agressões físicas e verbais no âmbito de violência doméstica estendiam-se até à atualidade
A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, procedeu à detenção de um jovem de 22 anos fortemente indiciado pela prática de oito crimes de abuso sexual de crianças agravados e um crime de violência doméstica agravado. Os crimes eram cometidos de forma continuada contra a sua própria irmã, que tem atualmente 18 anos.
A investigação criminal foi desencadeada de forma imediata após o Piquete da PJ de Lisboa ter recebido uma denúncia presencial, apresentada pela própria vítima, no passado dia 19 de maio. No seu depoimento, a jovem relatou o calvário de abusos sexuais sofridos às mãos do irmão mais velho durante a infância e adolescência, num período em que tinha entre 10 e 14 anos, descrevendo ainda um quadro severo de maus-tratos físicos e psicológicos que persistia até aos dias de hoje.
Mal a denúncia foi formalizada, os inspetores da secção de combate aos crimes sexuais e de violência doméstica ouviram formalmente a vítima, inquiriram outras testemunhas e intervenientes familiares diretos, e avançaram com as medidas cautelares estipuladas na lei. Foi igualmente realizada uma avaliação técnica de risco, habitual nestes cenários.
Face à extrema gravidade dos relatos, à forte indiciação recolhida pelas autoridades, ao manifesto perigo de continuação da atividade criminosa e ao facto de agressor e vítima partilharem a mesma habitação (coabitação), a Polícia Judiciária avançou para a detenção do suspeito fora de flagrante delito, de forma a salvaguardar a integridade e a segurança da jovem.
O suspeito de 22 anos foi conduzido às celas de detenção e será presente nas próximas horas às autoridades judiciárias competentes no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.
O detido será submetido a um primeiro interrogatório judicial para validação da detenção e aplicação das respetivas medidas de coação adequadas à gravidade dos crimes, não estando descartada a aplicação da medida mais grave, a prisão preventiva.



