Alerta foi dado por um comerciante que presenciou as agressões físicas e verbais; suspeita coabitava com a vítima e ficou em Termo de Identidade e Residência
Uma mulher de 41 anos foi detida pela Guarda Nacional Republicana (GNR) pelo crime de violência doméstica, após ter sido surpreendida a agredir fisicamente e a insultar a sua própria mãe, de 73 anos. O incidente ocorreu na passada quinta-feira, 21 de maio, no interior de um espaço comercial localizado no concelho de Vieira do Minho.
Segundo o comunicado oficial emitido pelo Comando Territorial de Braga, a intervenção policial foi desencadeada graças ao alerta rápido de um comerciante local, que testemunhou o início das agressões. Ao chegarem ao estabelecimento, os militares da GNR presenciaram as ofensas físicas e verbais em curso, avançando de imediato para a detenção da agressora em flagrante delito
As investigações preliminares das autoridades confirmaram que a suspeita e a idosa de 73 anos partilhavam a mesma habitação (coabitação), um fator de risco comum em cenários de maus-tratos familiares. O caso foi de pronto canalizado para as instâncias judiciais devido à vulnerabilidade associada à idade da progenitora.
A arguida foi conduzida sob custódia e presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Braga. Após a audição, o juiz de instrução determinou a aplicação da medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR), aguardando o desenvolvimento do processo de inquérito em liberdade, embora sujeita a medidas de controlo.
Denúncia de violência doméstica é responsabilidade coletiva
A propósito de mais este episódio na região do Minho, a força de segurança emitiu um apelo público direcionado à sociedade civil. A Guarda Nacional Republicana reforça em nota oficial que “a violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva”, legitimando a atitude do comerciante que permitiu fazer cessar o crime.
As denúncias deste âmbito podem ser formalizadas junto de qualquer esquadra ou através de canais específicos e anónimos geridos pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens ou pela APAV, no apoio a vítimas adultas.



