Fundada em 2004 nos arredores de Toulouse, a empresa Granico emprega 140 trabalhadores e produz até 8.000 bancadas de cozinha em pedra por ano
O sucesso da diáspora e do empreendedorismo português além-fronteiras volta a ter raízes no Alto Minho. O empresário David Ribeiro, natural de Arcos de Valdevez, lidera um verdadeiro império no setor da transformação de pedra em França. Fundada por si em 2004 nos arredores de Toulouse, a empresa Granico atingiu um volume de negócios anual na ordem dos 17 milhões de euros e garante postos de trabalho a 140 funcionários.
A dimensão e a solidez financeira da empresa motivaram uma visita oficial de uma comitiva do Município de Arcos de Valdevez, composta pelo vereador Carlos Taveira e pelo chefe de gabinete Norberto Brito, que se deslocaram àquela região francesa no âmbito da Feira Lusitana para estreitar laços com a comunidade emigrante.
Produção em massa de 8.000 cozinhas com materiais premium
A Granico especializou-se no fabrico altamente personalizado e por medida de bancadas, balcões, bares e tampos de mesa em pedra. Com um ritmo industrial impressionante, a fábrica produz atualmente entre 7.000 a 8.000 cozinhas por ano, recorrendo quer a matérias-primas tradicionais, quer a superfícies tecnológicas de vanguarda:
- Pedras Naturais Nobres: Granito, mármore e quartzito;
- Superfícies Minerais Sustentáveis: Silestone, uma liga de minerais premium e materiais reciclados com baixo teor de sílica;
- Tecnologia Ultracompacta: Dekton, uma superfície de porcelana neutra em carbono, altamente resistente para cozinhas e casas de banho.
Expansão estratégica desenhada até 2030
A utarquia arcuense enalteceu o exemplo de David Ribeiro como uma inspiração de sucesso e resiliência económica da comunidade emigrante. O percurso da Granico, contudo, não planeia estagnar. Mantendo uma rota de crescimento financeiro sustentado, a administração da empresa já delineou um plano de expansão geográfica que prevê a abertura de um novo e moderno showroom na prestigiada região de Provence-Alpes-Côte d’Azur até ao ano de 2030.
A autarquia sublinhou ainda que este tipo de contactos institucionais visa mapear o investimento de arcuenses no estrangeiro e abrir portas a potenciais parcerias e investimentos de retorno no próprio concelho minhoto.




