Suspeito de 56 anos cometeu os abusos num colégio sob o pretexto de fotografar uma aluna de 11 anos; detido já tinha antecedentes pelo mesmo crime
A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, deteve um homem de 56 anos de idade fortemente indiciado da prática do crime de abuso sexual de crianças em ambiente escolar. A vítima é uma aluna de 11 anos que frequentava o estabelecimento de ensino onde o suspeito trabalhava.
O arguido exercia as funções de professor de música e fotógrafo escolar num colégio situado no concelho de Sintra há 13 anos.
Abuso em sala de atividades e alerta da direção
De acordo com a investigação policial, os crimes ocorreram no passado mês de maio, em pleno período letivo. Utilizando o pretexto de realizar uma sessão fotográfica à aluna, o homem combinou um encontro com a menor numa sala de atividades extracurriculares do colégio. Uma vez no local e a sós com a criança, o professor cometeu atos sexuais de relevo contra a vontade da menor.
A vítima acabou por relatar o sucedido à sua diretora de turma, o que espoletou uma reação imediata por parte da direção do colégio, que suspendeu e afastou o suspeito de todas as funções pedagógicas. Após ser informada do caso, a mãe da menor deslocou-se ao piquete da Polícia Judiciária, em Lisboa, formalizando a denúncia que deu início às investigações.
Histórico de reincidência dita prisão preventiva
No decurso das diligências e recolha de prova, os inspetores da PJ apuraram que o detido possui antecedentes criminais específicos. O homem já tinha sido investigado e referenciado no passado pela prática de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual dirigidos a outras crianças, cometidos quando exercia funções num externato na cidade de Lisboa.
Face ao “concreto e intenso perigo de continuação da atividade criminosa”, e em estreita articulação com o Ministério Público de Sintra, a Polícia Judiciária avançou para a detenção do suspeito na cidade de Lisboa.
O arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Sintra, onde o juiz de instrução criminal aplicou a medida de coação mais gravosa: a prisão preventiva. O homem aguardará agora o desenrolar do processo de instrução em ambiente prisional.



