A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) determinou o confinamento imediato de todas as aves domésticas no território continental, após confirmar uma escalada de novos focos de gripe aviária em Portugal
O cenário é de “alto risco de disseminação” da doença.
A medida, divulgada esta terça-feira, segue-se ao agravamento da situação epidemiológica na União Europeia e ao aumento contínuo de casos em território nacional.
A DGAV sublinha que o vírus, altamente patogénico, continua a propagar-se a um ritmo preocupante, obrigando a restrições duras e de aplicação automática.
Entre as determinações agora impostas está a proibição de feiras, mercados, exposições e concursos que envolvam aves de capoeira ou aves mantidas em cativeiro.
Nas zonas de proteção e vigilância, o cerco é ainda mais apertado: fica interditada a circulação de aves a partir de explorações ali situadas, bem como o repovoamento de espécies cinegéticas, a venda de carne fresca proveniente de matadouros dessas áreas e o transporte de ovos para consumo humano ou subprodutos derivados.
A decisão portuguesa surge alinhada com o alerta emitido pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que pediu aos países da UE o reforço imediato das medidas de biossegurança. Só entre 6 de setembro e 14 de novembro, foram identificados 1.443 surtos em aves selvagens em 26 países europeus — o valor mais elevado desde 2016.
As recomendações europeias incluem o confinamento obrigatório nas zonas afetadas, vigilância reforçada em rotas migratórias e a retirada rápida de carcaças de aves selvagens. A EFSA defende ainda a redução da atividade cinegética e a limitação do uso de drones para evitar o stress das aves.
Em Portugal, os casos continuam a acumular-se
A DGAV confirmou um novo foco numa capoeira doméstica no Ramalhal, Torres Vedras, elevando para 39 o total de ocorrências registadas este ano. Outros casos foram identificados em explorações comerciais e em aves selvagens nos distritos de Aveiro e Santarém.




