Patrulhamentos militares diários decorrem até 30 de outubro em zonas estratégicas como o Bom Jesus, Sameiro e Falperra; Município assume custos logísticos
O Município de Braga e o Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6) formalizaram a assinatura do protocolo de colaboração anual que garante o reforço da vigilância e fiscalização das áreas florestais do concelho durante o período crítico de incêndios rurais de 2026.
Esta parceria estratégica, que se renova de forma consecutiva desde 2015, prevê a presença diária de patrulhas militares no terreno entre os dias 1 de junho e 30 de outubro. O foco operacional incide sobre as manchas florestais e zonas serranas de maior vulnerabilidade e valor patrimonial do concelho:
- Pedralva e Sobreposta;
- União de Freguesias de Este (São Pedro e São Mamede);
- Eixo do Bom Jesus do Monte, Santuário do Sameiro e Falperra;
- Santa Marta das Cortiças e Morreira.
Presença militar atua como fator de dissuasão
O comandante do Regimento de Cavalaria n.º 6, o coronel Luís Quinteiros Morais, realçou que a projeção de forças do Exército Português na floresta bracarense é amplamente aceite e valorizada pelos cidadãos. Segundo o responsável, as missões de vigilância pós-rescaldo e patrulhamento preventivo funcionam como um forte elemento de proximidade, segurança e, sobretudo, de dissuasão de comportamentos de risco ou atos de fogo posto. A missão reflete o contínuo vínculo histórico e operacional da unidade militar à comunidade de Braga.
No âmbito do acordo estabelecido, a Câmara Municipal de Braga assume a totalidade do apoio logístico indispensável ao sucesso das operações no terreno. A autarquia assegura o fornecimento do combustível e a manutenção mecânica das viaturas do Exército, garantindo que as patrulhas móveis operem sem constrangimentos e em articulação direta com a Proteção Civil Municipal, Sapadores Florestais e corpos de Bombeiros.
Preservação do património classificado da UNESCO
Durante a cerimónia de assinatura do protocolo, o presidente da Câmara Municipal, João Rodrigues, sublinhou que a vasta mancha verde de Braga e o seu património monumental exigem cuidados redobrados por parte do executivo.
“É responsabilidade do Município disponibilizar todos os meios ao seu alcance para prevenir a sua ocorrência e minimizar a sua propagação. Braga possui uma vasta área florestal e património classificado, como o Bom Jesus do Monte [classificado como Património Mundial da UNESCO], cuja preservação exige um esforço permanente de prevenção e vigilância.”
— João Rodrigues, Presidente da Câmara de Braga
O autarca concluiu reforçando que a cooperação institucional com o RC6 se estende muito além da vertente florestal, traduzindo-se num benefício direto para a segurança, resiliência e qualidade de vida de toda a população do concelho.












