João Rodrigues e Ricardo Araújo reuniram-se na Falperra para oficializar o arranque do processo, solicitar audiência ao Primeiro-Ministro e mobilizar as CIMs do Cávado e do Ave
Os municípios de Braga e Guimarães oficializaram, esta terça-feira (21 de julho de 2026), o arranque formal do processo de criação da Área Metropolitana do Minho. A decisão foi consolidada na Falperra, durante a primeira reunião de trabalho entre o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo.
O momento marca o início de uma nova etapa de cooperação política no quadrilátero urbano. Como ações imediatas, os dois edis vão solicitar uma audiência formal ao Primeiro-Ministro e iniciar rondas de contactos institucionais com os restantes municípios que integram as Comunidades Intermunicipais (CIM) do Cávado e do Ave.
Estrutura conjunta para mobilidade, habitação e investimento
A criação da Área Metropolitana do Minho visa dotar o território de instrumentos de planeamento, coordenação e representação compatíveis com a sua relevância demográfica, económica, académica e científica, reforçando o peso político da região junto do Poder Central.
O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, sublinhou o caráter prático da decisão:
“Hoje inicia-se o processo de criação da Área Metropolitana do Minho. É o dia um. Percebemos que esta é uma ideia amplamente assumida na região e não podemos continuar a prometer estudar ou adiar decisões. É tempo de dar o primeiro passo (…) Hoje estamos a criar a grande caixa de ferramentas que permitirá desenvolver políticas conjuntas na mobilidade, na habitação, na proteção civil, na cultura, no ambiente ou na saúde.”
Por sua vez, o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou a necessidade de um órgão coordenador forte:
“Hoje estamos a viver um dia que faz história. (…) Precisamos de uma estrutura capaz de coordenar políticas, captar investimento e afirmar a voz do Minho junto do Estado. (…) Este não é um projeto de duas cidades. É um projeto para toda a região.”
Processo aberto às instituições regionais
Os promotores enfatizaram que a iniciativa assume uma lógica aberta e agregadora, convidando a participar ativamente neste modelo de governação regional os restantes municípios minhotos, as universidades, politécnicos, centros de investigação, associações empresariais e tecido associativo local.












