Voz inconfundível dos Trovante e da música a solo faleceu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada
Portugal acordou esta quarta-feira, 22 de julho de 2026, mais pobre com a notícia do falecimento de Luís Represas, aos 69 anos. A informação foi confirmada pela sua agência, Sons em Trânsito. O artista, uma das figuras mais emblemáticas e respeitadas da música portuguesa, encontrava-se a lutar contra doença prolongada.
Nascido em Lisboa a 24 de novembro de 1956, Luís Represas fundou no final dos anos 70 o grupo Trovante, projeto revolucionário que marcou o panorama musical nacional ao cruzar a tradição com sonoridades contemporâneas. Após o fim da banda, consolidou uma sólida carreira a solo com êxitos como “Feiticeira”, “Da Próxima Vez”, “Colibri”, “Neva Sobre a Marginal” e “A Hora do Lobo”. O músico tinha já agendados concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto para abril de 2027, data em que pretendia celebrar 50 anos de percurso artístico, tendo-se também estreado recentemente no universo literário com a publicação do livro infantil “A coragem de Tição”.
Comendador e homenageado por personalidades do país
Distinguido em 2005 pelo Estado Português com o grau de Comendador da Ordem do Mérito, o percurso de Luís Represas foi pautado pela permanente dedicação à criação cultural e pela preservação do seu lado humano e familiar longe dos holofotes.
A notícia do seu desaparecimento desencadeou uma vaga de consternação no país. Herman José recorreu a Camões para assinalar o desaparecimento prematuro de um artista insubstituível, enquanto Manuel Luís Goucha destacou a imortalidade do cantor através da sua obra. Também João Baião, Tiago Goes Ferreira e Pedro Crispim prestaram o seu tributo público a uma das vozes mais marcantes da cultura nacional.
Luís Represas deixa um legado imaterial incontornável na poesia, na melodia e na identidade cultural portuguesa, assegurando um lugar definitivo na memória do país.










