Suspeita de 30 anos usou isqueiro para iniciar as chamas e ficou proibida de frequentar manchas florestais e de sair do concelho
A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve fora de flagrante delito uma mulher de 30 anos fortemente suspeita de ter ateado um incêndio florestal no passado dia 11 de julho, na freguesia de Arões (São Romão), no concelho de Fafe.
A investigação iniciou-se logo após a comunicação do fogo, permitindo à PJ recolher prova indiciária sólida que aponta para a ignição por chama direta com recurso a um isqueiro.
Risco elevado para habitações e mancha florestal
O fogo foi ateado ao final da tarde num dia caraterizado por vento forte e temperaturas elevadas, altura em que o concelho de Fafe se encontrava sob perigo de incêndio rural “muito elevado”.
Segundo a Polícia Judiciária, o local escolhido pela mulher apresentava condições propícias à rápida expansão do fogo, gerando um risco acrescido e iminente para áreas agrícolas, para a mancha florestal adjacente e para diversas habitações situadas nas proximidades.
A PJ esclarece ainda que a suspeita, residente numa freguesia vizinha, agiu por motivos do foro pessoal, com plena consciência da ilicitude dos seus atos e dos perigos que causava para as populações e para o meio ambiente.
Medidas de coação aplicadas pelo Tribunal de Fafe
A detida foi presente ao Tribunal Judicial de Fafe para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
O juiz de instrução criminal determinou que a arguida fique sujeita a:
- Apresentações periódicas: Obrigatoriedade de se apresentar quatro vezes por semana no órgão de polícia criminal mais próximo da sua residência;
- Proibição de circulação: Impedimento de frequentar ou circular em espaços florestais;
- Proibição de deslocação: Proibição de sair dos limites territoriais do concelho de Fafe.










