Projetos “AEBoost Accelerator” visam qualificar 820 trabalhadores do comércio, serviços, indústria e turismo em Braga e na região
A Associação Empresarial de Braga (AEB) vai iniciar, a partir do próximo mês de setembro de 2026, a execução de dois novos projetos de formação-ação destinados a reforçar a competitividade e a inovação do tecido empresarial regional. Trata-se do AEBoost Retail & Services Accelerator (orientado para o comércio e serviços) e do AEBoost Industry & Tourism Accelerator (focado na indústria e turismo).
Os dois programas representam um investimento global aprovado com financiamento superior a 1,7 milhões de euros, prevendo abranger 130 Pequenas e Médias Empresas (PME) e capacitar cerca de 820 trabalhadores ao longo de 98 mil horas de formação.
Metodologia orientada à transformação e diagnósticos à medida
Ao contrário dos modelos de formação tradicional, os programas assentam na metodologia de formação-ação, que cruza o diagnóstico individual de cada empresa com intervenções de consultoria e qualificação no terreno:
- Eixos Estratégicos: Gestão e organização, digitalização, inteligência artificial, transição energética e sustentabilidade;
- Modelo Operacional: Diagnóstico prévio das necessidades da PME, seguido do acompanhamento de empresários, gestores e quadros técnicos para implementação efetiva de melhorias nos processos produtivos e comerciais.
“Tecnologia e sustentabilidade não são desafios do futuro”
O Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, enquadrou a relevância dos projetos num contexto de aceleração tecnológica e de exigências de sustentabilidade no mercado:
“Estamos a falar de uma intervenção com uma dimensão muito significativa: mais de 1,7 milhões de euros de incentivo, 130 empresas e cerca de 820 trabalhadores envolvidos. (…) Ao estruturarmos dois programas diferenciados, conseguimos trabalhar sobre problemas mais concretos e construir respostas mais ajustadas à realidade de cada setor.”
O responsável acrescentou ainda que temas como “inteligência artificial, sustentabilidade ou descarbonização não são desafios do futuro” e que o objetivo principal passa por converter estas transições em oportunidades reais de crescimento para a região.







