Dois aguiotos nascidos no Parque Biológico de Gaia estão em instalação de aclimatação na serra minhota, reforçando a população da espécie no território transfronteiriço Gerês-Xurés.
Duas crias de águia-real nascidas no Parque Biológico de Gaia deram um passo decisivo para a vida em liberdade com a sua transferência para o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). As aves encontram-se atualmente numa estrutura de aclimatação no território minhoto, onde cumprem a fase final de adaptação ambiental antes da libertação definitiva na natureza.
Os dois aguiotos nasceram no passado dia 8 de junho de 2026, no âmbito de um projeto focado na recuperação e reforço populacional desta emblemática ave de rapina na reserva da biosfera transfronteiriça Gerês-Xurés. Para assegurar a manutenção dos comportamentos selvagens e instintos de sobrevivência, os exemplares foram criados integralmente pelos progenitores no recinto do parque biológico.
A estratégia remonta a 2022, altura em que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) desafiou o Parque Biológico de Gaia a acolher um casal reprodutor para integrar o programa de reprodução ex situ (fora do habitat natural) da espécie.
Cooperação Ibérica para Conservação da Fauna Selvagem
O programa de reintrodução é coordenado no terreno pelo ICNF em parceria direta com a organização não governamental espanhola GREFA (Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat).















