O vereador socialista Eduardo Oliveira confrontou o presidente da autarquia, Mário Passos, sobre os custos do certame, criticando o silêncio do executivo na gestão dos dinheiros públicos.
A mais recente reunião do executivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão ficou assinalada por um acesos debate político em torno da transparência financeira e do escrutínio dos grandes eventos concelhios. O vereador do Partido Socialista (PS), Eduardo Oliveira, confrontou diretamente o Presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, devido à ausência de discussão prévia e de apresentação do orçamento relativo à Feira Grande de São Miguel, evento realizado no último fim de semana de setembro.
Durante o período antes da ordem do dia, o autarca socialista lembrou que o programa, a logística e os encargos financeiros da emblemática feira eram tradicionalmente submetidos à apreciação e votação do órgão executivo em anos anteriores, questionando os motivos pelo qual o procedimento não foi seguido na edição deste ano.
Em busca de cabal esclarecimento, Eduardo Oliveira questionou o montante exato do investimento público canalizado pelo município para a concretização do certame. Em resposta às interpelações da oposição, o social-democrata Mário Passos sustentou que a proposta não tinha obrigatoriedade de passar por discussão em reunião de câmara e declarou desconhecer, no momento, o valor global do investimento realizado.
Em nota enviada à imprensa, o PS de Vila Nova de Famalicão manifestou forte preocupação face ao posicionamento do líder do executivo, acusando a maioria de comprometer os princípios básicos de transparência na gestão dos dinheiros públicos:
“A ausência de esclarecimentos sobre os custos de um evento desta dimensão suscita profunda preocupação quanto à transparência na gestão dos recursos públicos e limita o acesso dos vereadores da oposição à informação indispensável para o exercício das suas funções de fiscalização. O nosso papel não se limita a fiscalizar a ação do executivo, mas também a contribuir de forma construtiva para a gestão do concelho.”
A bancada socialista defende que o acompanhamento rigoroso das contas municipais exige o acesso a dados claros, rigorosos e atempados por parte de todos os eleitos locais, garantindo uma avaliação responsável da aplicação do erário público famalicense.













